Boletins da Copa: Os big bangs do futebol
A canção é clara como a regra, apenas o segundo sol poderá realinhar as órbitas dos planetas. A premissa pode servir para a surpreendente Copa do mundo e suas inusitadas explosões.
Não digo que não me surpreendi. Embora a própria história já tenha deixado claro que todas as coisas são possíveis e que nada se perde, tudo se transforma, ninguém espera o inesperado que pode vir como uma implosão de átomos que origina novas possibilidades de vida.
Quem apelidou o futebol de arte será que imaginou que um dia para entrar em campo estrelas exigiriam 3 bilhões de dinheiros vivos trazidos em um comboio? A vida não deve estar fácil de jeito nenhum na constelação de Gana ou os valores foram invertidos nesta louca aventura da galáxia das chuteiras?
E quem um dia inventou que o futebol seria um trabalho, será que imaginou que teriam outros que recusariam o dinheiro premiado em troca de um centro de treinamento que fizesse jus ao brilho das suas estrelas gregas?
Umas se apagam para outras se acenderem e ascenderem: Cristianos dão lugar aos James e Argelinos não se abatem na frente de Fórlans alemães nem mesmo em jejum religioso.
Algumas estrelas sobrevivem na inabalável cadência da fama e ainda não deixaram a luz do sol escapar por trás do solstício da desclassificação.
E quando os primeiros e segundos sóis chegarem à final, favoritismos poderão ser confirmados. Mas até lá essa história terá sido escrita com surpreendentes big bangs que darão origem à uma nova forma de enxergar, encarar e acreditar no futebol. Para o bem ou para o mal.
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