Como disse a jornalista Mariliz Pereira, essa é a Copa
também dos arrependidos, como ela e como eu, que poderíamos ter planejado ir
aos jogos, mas não o fizemos por conta do clima contraditório ou por achar que
seria impossível e inacessível. O arrependimento vem ao assistir de casa tantas festas e surpresas. “Eu gosto de futebol. Mas gosto muito mais de
outras coisas do que do futebol. Uma delas é a Copa do Mundo”, ela diz.
E sendo uma Copa no Brasil, não poderíamos esperar outra
coisa, que não fosse cheia de peculiaridades. Fico surpresa com a nossa
surpresa em estarmos assistindo “as Copas das Copas”.
Só poderia ser uma Copa LOKA LOKA LOKA que times monstros temíveis
voassem para casa mais cedo, como Espanha e Inglaterra. Uma Copa em que times
africanos goleiam pela primeira vez na história, como a Argélia. Uma
Copa que grandes times fazem seus centésimos jogos como a Alemanha e Brasil
(únicos com esse número de participações no evento). Uma Copa em que a zebra do
grupo da morte é a primeira a ser classificada com folga, como a Costa Rica. E
olha Itália, Argentina e Portugal passando sufoco, e olha nossos vizinhos
chilenos se sentindo em casa, e olha os Estados Unidos jogando um bolão.
E assim termina a segunda rodada da primeira fase da Copa do
Mundo de 2014. Só no sapatinho, no lepo, lepo, no arerê e no requebra requebra requebra sim, que o Brasil é o país do "pode falar, pode rir de mim", mas tá reescrevendo a história das Copas.
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